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Lógica Capitalista

Posted on 28/6/13


 

O veneno, a monocultura, a grande propriedade privada, o fazendeiro, o aparato jurídico policial, a mídia controlada etc são todos elementos que fazem parte de uma maneira de ver o mundo baseada na subordinação da maioria dos homens, para concentrar a riqueza da terra na mão de poucos. É um esquema de relações montado na tentativa de manter um modo de vida baseado na exploração do trabalho para a acumulação capitalista.

A produção voltada para o lucro só pode operar a partir do não pagamento do verdadeiro valor do trabalho àqueles que verdadeiramente o fazem. A diferença entre o valor pago pelo trabalho e o real valor do trabalho feito, fica nas mãos do patrão, simplesmente por ser “dono”.

O indígena, que é colocado pelo fazendeiro na posição de pobre endividado, é obrigado a deixar sua terra onde antes produzia para si próprio e seus parentes, restando pouquíssimas possibilidades a não ser passar a trabalhar como empregado. Por exemplo, o indígena que vai trabalhar na terra do fazendeiro produz cinco sacas de cacau, dessas pelo menos três ficam na mão do patrão, e o índio fica com menos da metade do valor de seu próprio trabalho. O proprietário da terra, dessa forma, tenta controlar a vida do indígena passando para suas mãos apenas uma parte pequena do valor de seu trabalho, apenas o suficiente para a sobrevivência e nunca o suficiente para que o indígena saia da condição de empregado. Ao se negar a esta expropriação do valor do próprio trabalho, os indígenas foram tachados de preguiçosos. Porém, esta “preguiça” significa, ao contrário, uma recusa em trabalhar para os outros, porque:

quem trabalha para os outros, no fim, acaba sem nada. O dinheiro do patrão é amaldiçoado.


 

 

 

 

 

Algumas Relações

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